A tecnologia oferecida por sistemas de monitoramento contínuo da glicose já é amplamente conhecida, principalmente, entre pacientes diagnosticados com diabetes. Porém, recentemente, esses dispositivos receberam mais atenção na área esportiva. Entre atletas profissionais ou até mesmo o público que pratica atividades físicas constantes, o uso desses sensores pode contribuir para a realização de adaptações na rotina de alimentação, ajustes nos treinamentos e até mesmo aumentar a performance, conquistando melhores resultados.
Segundo a endocrinologista Joana Dantas, presidente regional da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) no Rio de Janeiro, acompanhar os níveis glicêmicos auxilia na compreensão das necessidades específicas de cada atleta. O monitoramento informa as tendências da glicemia que otimizam o desenvolvimento de estratégias para o antes, durante e pós treinos e provas. “Os mesmos sensores disponibilizados aos pacientes diabéticos também já estão sendo usados por atletas, principalmente, no nicho de esportes de endurance – longa distância e duração – e stop and go – como futebol e basquete”, destaca a médica.
Ela afirma que o monitoramento 24 horas ajuda a montar uma dieta adequada à necessidade individualizada e otimiza o desempenho dos atletas.
“A glicose é a grande fonte de energia para que os músculos funcionem. Caso a dieta não esteja adaptada para a necessidade de cada um, o corpo vai ter que usar outros substratos de energia e isso requer mais esforço para o músculo. Entender o aporte correto de carboidratos permite uma melhor performance durante toda a prática”, explica.
Chegada dos sensores no Brasil
O controle com sensores 24 horas já é comum em outros países como os Estados Unidos, mas ainda é recente no Brasil. A MedLevensohn, uma das principais empresas de saúde e bem-estar do país, há um ano trouxe ao mercado brasileiro o primeiro dispositivo de monitoramento constante e regular de glicemia, o SMART.
O sensor realiza leituras precisas e automáticas a cada cinco minutos, e os dados coletados são transmitidos via Bluetooth para o aplicativo AiDEX no celular, que registra o histórico de medições e as tendências das taxas de glicose, durante eventos que afetam as taxas, como a realização de exercícios físicos, e permite criar alertas para hiperglicemia e hipoglicemia.
Discreto e prático, ele proporciona maior conforto na realização das atividades diárias e é fácil de usar: basta colocar o dispositivo na parte posterior do braço ou no abdômen e ele começa a medir a glicemia automaticamente, sem picadas, dores nem incômodos.
A presidente regional da SBD destaca que, apesar do uso entre atletas ser recente, no futuro os sensores poderão cada vez mais ajudar na performance esportiva.
“A maioria sensores espelha o valor da glicose no sangue cerca de cinco minutos atrasado. Mesmo assim, ajuda o atleta a observar as tendências de subida ou queda de glicose, entendendo em qual momento da atividade realiza um aporte de carboidratos, evitando uma hipoglicemia. A tendência para o futuro é de que os sensores vão estar cada vez mais atualizados em relação ao sangue”.
Esportistas já colhem benefícios do uso dos dispositivos
A enfermeira Nathália Vieira, apesar de não ter diabetes, encontrou resultados positivos com o controle regular da sua glicemia. Mesmo com a prática diária de cerca de quatro horas de atividades físicas – futevôlei, yoga e musculação – ela sempre teve dificuldades em ganhar massa muscular.
Ao longo de dez anos, a enfermeira tentou ter ganhos de massa na academia sozinha ou com acompanhamento de treinamentos funcionais, mas o peso se mantinha baixo no Índice de Massa Corporal (IMC). Ao pesquisar novas ajudas, Nathália começou a monitorar a glicemia com o sensor de 24 horas e, logo no primeiro ciclo de 14 dias, conseguiu observar o porquê da dificuldade: os dados indicaram picos de hipoglicemia ao longo da noite.
“A minha alimentação era muito deficiente à noite e, com isso, tinha pouca energia para me dar suporte para praticar as atividades de manhã. Percebi que isso fazia com que eu consumisse toda a minha massa magra, porque não tinha gordura. A partir do sensor, consegui corrigir o meu plano alimentar junto com a minha nutricionista para que eu pudesse fazer uma dieta mais assertiva” contou.
Com o controle da glicemia regular, a profissional de saúde começou a observar mudanças. “Depois do acompanhamento, eu ganhei em torno de 4.5kg de massa magra em um ano. Isso para uma pessoa que ficou dez anos em uma batalha foi, realmente, incrível”.
Evento de spinning no Rio terá monitoramento gratuito de glicemia e colesterol
Para demonstrar o uso do SMART durante práticas esportivas, a MedLevensohn estará presente no evento My Cycle Experience Rio Beach Club, que ocorre no dia 30 de agosto (sábado), no Rio Beach Club, na Barra da Tijuca (RJ). O clube vai receber quatro grandes aulas de bike indoor organizadas por Rodrigo Gusman, personal trainner da My Cycle e RG Experience Produções, famoso em São Paulo por realizar aulas de spinning em lugares inusitados, como terraços e helipontos da cidade. Ele estará pela primeira vez no Rio com o evento.
“O público presente vai poder aproveitar a experiência não só das aulas de bicicleta como o espaço do clube. Estamos muito satisfeitos com a parceria da MedLevensohn e a demonstração do SMART será muito importante para os participantes entenderem como funciona esse monitoramento durante a prática, e até onde podem se esforçar durante a atividade física e manter níveis glicêmicos saudáveis”, comentou Gusman.
Além do dispositivo, a MedLevensohn levará ao local o MedMóvel, uma unidade móvel de atendimentos adaptada para monitoramento e testagens, e oferecerá gratuitamente para os participantes das aulas testagens de glicemia e colesterol.
Evento: My Cycle Experience Rio Beach Club
Dia: 30 de agosto de 2025, sábado
Local: Ilha da Coroa, 81 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ, 22611-210
Aulas e horários: Aulas de 45 minutos (8h, 9h, 10h e 11h)
Ingressos: R$ 250,00 / Disponíveis neste link
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