Reponha as energias

Uma opção saudável que merece ser considerada no cardápio dos corredores – embora sem exageros – são as castanhas em geral, como amêndoa, avelã, noz, macadâmia, amendoim, pistache, castanha de caju e do Pará (também chamada de castanha do Brasil). Crocantes, saborosos e fáceis de carregar até mesmo no bolso, em pequenas quantidades, esses alimentos podem funcionar como suplementos ricos em ômega 3, que além de ajudar a repor as energias, favorece a circulação sanguínea e com isso melhora a oxigenação dos músculos, aumentando a resistência e capacidade de recuperação.

O consumo frequente contribui para evitar arteriosclerose, aumento de colesterol ruim (LDL) e até infarto. Na lista dos seus componentes benéficos das castanhas estão ainda ácido fólico, ferro, potássio, zinco, fibras, proteína e cálcio. A castanha-do-Pará, por exemplo, já se tornou conhecida por seu alto teor de selênio, mineral que atua no equilíbrio da tiroide, previne tumores, fortalece o sistema imunológico e protege contra a ação dos radicais livres. Um estudo, desenvolvido na Universidade de Otago, na Nova Zelândia, revelou que a ingestão diária de duas dessas castanhas eleva em 65% o teor de selênio no sangue. Mas as produzidas no Norte e no Nordeste são tão ricas em selênio que basta uma unidade para garantir o mesmo efeito.

Outra pesquisa desenvolvida no City of Hope National Medical Center, na Califórnia, Estados Unidos, e publicado no periódico científico International Journal of Obesity, mostrou que comer algumas amêndoas uma vez ao dia contribui para a redução de peso. Durante o estudo, com duração de seis meses, os participantes que incluíram o alimento em sua dieta diária tiveram redução de 18% do peso e 14% da medida na cintura. O colesterol ruim também diminuiu 15% e os triglicérides, 29%. Além das fibras, que afastam a fome por mais tempo, a amêndoa contém ômega 3, gordura do bem que ajuda a estimular os hormônios da saciedade.

É bom ter em mente que 100 gramas de amendoim ou castanha de caju, por exemplo, têm o mesmo valor calórico que um sanduíche de hambúrguer com queijo, molho e mostarda. E o famoso amendoim, bastante acessível em razão do preço tem uma contraindicação: se for armazenado em condições inadequadas pode apresentar uma toxina cancerígena.  Se forem industrializadas, convém evitar os grãos muito salgados, que favorecem a retenção de líquidos – o que é péssimo, principalmente após o treino.

Fonte: Jornal Corrida



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